quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Senador quer proibir jogos "ofensivos"


O senador Valdir Raupp (PMDB - RO) é o autor de uma emenda que diz: " Altera o art. 20 da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, para incluir, entre os crimes nele previstos, o ato de fabricar, importar, distribuir, manter em depósito ou comercializar jogos de videogames ofensivos aos costumes, às tradições dos povos, aos seus cultos, credos, religiões e símbolos." O grande problema é que jogos - como qualquer outra arte - não precisam necessariamente refletir a realidade e qualquer lei tentando limitar a expressão artística não é bem vinda.

Censura nunca pode ser vista com bons olhos e aqueles que a defendem ela dizendo que os jogos estão ofendendo algum credo, religião, costume, povo ou qualquer outra coisa estão completamente errados. Jogos não precisam necessariamente expressar a realidade, pois a liberdade artística não se limita a ela. Um bom exemplo de que fatos reais e arte nem sempre andam juntos são as obras do artista Gil Vicente, onde o próprio autor aparece ameaçando pessoas famosas, obras abaixo:

A saga Assassin’s Creed seria facilmente proibida por católicos fanáticos, mas quase todos os jogos podem ser proibidos dependendo da cabeça de quem está avaliando. Com essa matéria não quero levantar a questão de quais jogos devem ser proibidos ou não, e sim, se a censura é realmente necessária. Acho que a classificação etária dos jogos já é o suficiente –ou até mesmo rígida demais- e o livre arbítrio deve prevalescer.








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